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Acelerar Obras Anunciadas é Essencial para o Emprego.

Presidente da AICCOPN, considera que a construção é a única via para acelerar a economia e preservar o emprego.

A crise com que Portugal, a Europa e boa parte do Mundo estão confrontados é de tal forma grave e profunda que não tem paralelo nas últimas décadas. “O abrandamento económico é generalizado, razão pela qual se exigem medidas urgentes para que, no mais curto espaço de tempo possível, seja possível (mais…)

Deveres de Informação no Crédito à Habitação em consulta pública

O Banco de Portugal colocou em consulta pública o projecto de Aviso sobre “Deveres de Informação no Crédito à Habitação”, no qual reforça as exigências actualmente impostas às instituições de crédito.

De acordo com a informação publicada no site oficial do Banco de Portugal, este novo diploma regulamentar, em consulta pública até 28 de Fevereiro, «vem sublinhar a importância da disponibilização, ao cliente bancário, de um conjunto de informação essencial para a caracterização dos empréstimos à habitação, e para avaliação das implicações nos orçamentos familiares dos planos financeiros que lhes estão associados».

Desta feita, «as instituições de crédito ficam obrigadas a prestar ao cliente bancário os elementos informativos definidos pelo Banco de Portugal» para quatro etapas distintas: simulação do empréstimo, aprovação do empréstimo, celebração do contrato, e vigência do contrato.

Fonte : Banco de Portugal | www.bportugal.pt / Casa Sapo

Restrições ao crédito dificultam negócio imobiliário

As restrições na concessão de crédito à habitação são hoje um dos principais obstáculos à realização de negócios imobiliários. Para os mediadores, a pouca margem de manobra dos bancos, reflexo do agravar da situação económica, do endividamento dos portugueses, está a travar o número de transacções, em queda acentuada desde 2008.

Mas não é só. Ao problema do financiamento bancário, «acrescentamos o valor das avaliações bancárias dos imóveis, tendo actualmente casos de avaliações a 60/70% do valor de venda», refere Nuno Mourão, director comercial da Square Imobiliária. Factores que «não só dificultam o processo de compra e venda, como, em muitos casos, impossibilitam o acesso das famílias ao crédito à habitação».

Para Nuno Mourão, a criação de estímulos ao nível do mercado de arrendamento deveria ser considerada. «Seria importante que existisse um mercado justo e regulado do arrendamento urbano, com preços atractivos para os jovens. Essa situação não só dinamizaria o mercado, como evitaria o fluxo migratório constante dos centros das cidades. Consideramos que um forte mercado de arrendamento desagravaria, em parte, os problemas inerentes ao difícil acesso ao crédito habitação».

Para Gabriel Vala, gerente e administrador da mediadora QHouse, às restrições do crédito junta-se «a falta de confiança» dos portugueses. «Perante este cenário alarmante, e o drama que a economia do País atravessa com o aumento galopante do desemprego, o descrédito da classe política, o negativismo que diariamente entra na casa das pessoas através dos meios de comunicação social, atormentando cada vez mais os cidadãos, é impossível aumentar os níveis de confiança».

Acresce o tipo de produto disponível no mercado. «A oferta de produto sem qualidade (excedentários) direccionada para a classe média baixa continua a ser bastante, sendo nesta que existe maior bloqueio em termos de mercado.
Funciona a gama de produtos muito baixo e o médio alto», sublinha Gabriel Vala.

Para inverter o ciclo, o mesmo responsável defende, como contributo, a criação de medidas no sentido de «incentivar os negócios através das mediadoras oficiais», o combate à «clandestinidade», e o incentivo ao mercado de arrendamento «alterando a Lei, melhorando as garantias aos proprietários». Para Gabriel Vala, seria também importante «melhorar a atitude e profissionalismo dos mediadores imobiliários», e contar com «alguma abertura no acesso ao crédito».

Mediadores com papel fundamental

A importância que o mediador imobiliário hoje assume no mercado é amplamente reconhecida. Contudo, em tempos mais conturbados, o seu papel parece  sair reforçado.

«Em tempos conturbados como o actual, com quebras nos índices de confiança dos consumidores, existe uma natural tendência para procurar os melhores
profissionais das diversas áreas; a mediação imobiliária não é excepção», defende Nuno Mourão, da Square.

«Além de todas as vantagens inerentes ao facto de ser um profissional credenciado a tratar de todo o processo burocrático, que como sabemos em Portugal ainda é complicado, o conhecimento dos imóveis e a forte proximidade que temos com a banca permite uma maior taxa de sucesso e satisfação no momento de efectuar uma transacção imobiliária».

Na opinião de Gabriel Vala, «o papel do mediador é importante quando é bem feito e com profissionalismo». «Deve conhecer bem o mercado, fazer bem o
aconselhamento, conhecer as realidades do potencial cliente e o que se ajusta às suas necessidades, demonstrar credibilidade e conhecimento».

Fonte : Casa Sapo

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