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A seguir a Angola, vem o Brasil

Numa altura em que diariamente assistimos à confirmação do estado debilitado em que se encontra a Europa, as economias emergentes assumem-se cada vez mais com uma importância fulcral na recuperação da economia global. Na passagem por esta grave crise económica, duplicam-se os esforços para estreitar os laços com Angola, e apostar fortemente no Brasil e Moçambique.

Conhecido pelas suas forças, o Brasil aparece assim com um player estratégico, no qual salientamos uma economia diversificada, embora com o devido reconhecimento em estabelecer relações comerciais em determinados sectores da economia.

Depois de Angola, as empresas portuguesas mobilizam-se assim e agora para o Brasil, onde o crescimento económico segundo o FMI está previsto alcançar 7,6% em 2010, sendo o maior criador de emprego e sustentando assim a aposta neste que é visto como o País potencializador do crescimento mundial.

Este novo ciclo não é desconhecido para Portugal, e faz-nos recuar à primeira metade do século XVIII, onde o Brasil foi determinante para o peso económico de Portugal.

Conscientes da oportunidade, os projectos aumentam a um ritmo alucinante, e numerosas equipas foram já movimentadas para responder a uma dinâmica de mercado sem comparação com a nossa. Muitas das principais empresas portuguesas já estão presentes no Brasil e o valor do volume de negócios no mercado brasileiro tem já um peso significativo na facturação global dessas empresas.

Adicionalmente, e a confirmar as elevadas taxas de desemprego reveladas pela OCDE para Portugal, com um valor de 11,…% que coloca Portugal com a quinta taxa mais elevada da OCDE, imediatamente a seguir à Espanha (20,…%), Eslováquia (14,…%) e Irlanda (13,…%), os mercados emergentes – e nomeadamente o Brasil – aparecem como um país com alguma capacidade de absorção de quadros especializados e qualificados para assumir grandes projectos.

Tendo em conta a crise que se instalou inicialmente no sector da construção e que hoje se alargou exponencialmente ao mercado no seu global, a captação de pessoal disponível para emigrar deixou de ser uma dificuldade.

Mais uma vez recuamos na história e revivemos um dos factores mais importantes do século XIX e que foi a crescente emigração, nunca antes vista do velho para o novo mundo.

São muitas e diversas as razões que motivaram no século XIX a emigração de quase 80 milhões de pessoas. Um dos principais motivos que terá, em nosso parecer, levado à emigração foram as condições económicas. Muitas pessoas eram obrigadas a fugir às más condições de vida do seu país de origem, numa tentativa de sobreviver às dificuldades com que se deparavam.

As grandes crises económicas, ao traduzirem-se não só na redução de salários, mas também no desemprego crónico, geram por isso movimentações em massa.

Estaremos nós a escrever uma nova página da nossa história, com uma nova vaga de emigração assente essencialmente em quadros de elevada formação académica, técnica e profissional?

Ao contrário de Angola, o Brasil aparece como uma potencial oportunidade de emprego com menos riscos envolvidos do que Angola, onde as condições de vida são conhecidas em detalhe mesmo pelos que nunca lá estiveram e começam cada vez mais a inibir uma mudança.

É caso para dizer que o namoro Portugal – Brasil é uma relação de bastante futuro e com grande potencial de crescimento, e como diria Vinicius de Moraes na sua ode à fidelidade que este amor não seja imortal mas infinito enquanto dure.
*Mafalda Vasquez, Associate Director da Searchm.

Os investidores portugueses estudam oportunidades de negócio no imobiliário brasileiro

O mercado imobiliário brasileiro volta a estar no centro das atenções dos investidores portugueses. Em Lisboa, cento e cinquenta profissionais do sector analisaram, em conjunto com a Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil, oportunidades reais de investimento, num mercado em crescimento acelerado.

De acordo com Luiz Henrique Lessa, Chief Investment Officer da ADIT Brasil, o mercado imobiliário brasileiro cresce a passos assustadores em determinados aspectos, muito em função de uma economia estável, de uma classe média que cresce em conjunto com o país.

Ao mesmo tempo, acrescentou o porta-voz, existe disponibilidade de crédito não só para algumas franjas da população, como «para o mercado como um todo», o que acaba por fazer com que «novos empreendimentos sejam lançados para atender à procura», explicou. Paralelamente, existe um défice habitacional de «cerca de 6 milhões de unidades residenciais».

No seminário “Investimentos Imobiliários e Turísticos no Brasil” que decorreu em Lisboa – uma das quatro cidades alvo do projecto Brazil Investment Connection e sinalizadas como mercados prioritários para atracção de investimento –, a ADIT apresentou algumas das oportunidades em curso no Brasil.

«Hoje temos quatro operações em desenvolvimento: uma delas na área de hotelaria urbana, um resort, no Estado do Ceará, um empreendimento na rede de habitação social no Rio de Janeiro, e um grande empreendimento que seria o novo vector de crescimento do Estado do Rio Grande do Norte na cidade de Natal. São estes quatro projectos que viemos aqui [a Lisboa] apresentar porque foram as quatro operações que estudámos, estruturámos e conduzimos. Hoje temos a capacidade de as validar para que o investidor se sinta confortável para as analisar do ponto de vista técnico como oportunidade de investimento».

Além destes, acrescentou, também o programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida” tem vindo a suscitar grande interesse por parte dos investidores portugueses.

Segundo Luis Lessa, as principais questões estão relacionadas com a forma de entrar no mercado e de aceder aos incentivos do programa social. Procuram também saber «que empreendimentos são possíveis de desenvolver em determinadas regiões do país, e onde está concentrada a procura para que eles possam, a partir de uma pesquisa mais “micro”, no local, procurar os seus parceiros. Acho que a dúvida tem sido mais em entender o mercado, saber como funciona, e perceber quais os riscos inerentes a ele aquando da implantação de um promotor imobiliário português no Brasil».

O estabelecimento de parcerias como forma de entrar no mercado foi uma das ideias defendidas na conferência.

Nesta matéria, Luísa Cravo, Gestora de Projectos da APEX Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, referiu que «as parcerias locais são necessárias em todos os países e o Brasil não é diferente». E explicou: «As empresas estrangeiras que visam estabelecer-se no Brasil vão ter um encurtamento do tempo de aprendizagem através de parcerias locais. São pessoas que já estão lá, que têm já uma rede de fornecedores, que possuem a confiança das empresas».

Um mercado com um “potencial importante”

Entre os grupos portugueses com maior expressão no Brasil está o Grupo Pestana, actualmente com um total de 10 projectos na área do imobiliário turístico.

José Roquette, membro do Conselho Administrativo do Grupo, referiu que o Brasil é hoje um país diferente daquele que conheceu há cerca de uma década.

«O Brasil que nós encontrámos não tem nada a ver com o Brasil que hoje temos. Na altura apostávamos mais no crescimento do mercado internacional como desenvolvimento turístico, mas o que aconteceu foi o contrário. Verificou-se um crescimento sobretudo do turismo interno e obviamente ajustámo-nos a essa tendência de mercado e é nessa tendência que temos vindo a desenvolver os nossos projectos».

Seja como for, «acreditamos que existe um potencial importante. Somos relativamente prudentes no que diz respeito ao futuro porque obviamente não acreditamos e não fazemos projectos de investimento a pensar em eventos, sejam eles as olimpíadas ou o que quer que seja – são eventos que acontecem num ano e duram umas semanas. No entanto, olhamos para o Brasil numa perspectiva de longo prazo, como sempre, e vemos um país que tem um potencial enorme interno e que com certeza encontrará o caminho do turismo internacional».

Brazil Connection em Nova Iorque

Depois de Londres, Madrid e Lisboa, o projecto segue agora para Nova Iorque. «Temos a expectativa de não só conseguir passar uma informação de qualidade e de relevância para o mercado internacional, como voltar para o Brasil com reais interessados em investir nos projectos que viemos mostrar», concluiu Luis Lessa.

 
Fonte : Casa Sapo

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Arquitectura Apartamento T3 na Quinta da Portela

Arquitectura do Imóvel



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